PROJETO DE MEDIAÇÃO ESCOLAR E COMUNITÁRIA 2018

     PROJETO DE MEDIAÇÃO ESCOLAR E COMUNITÁRIA    2018                                

I – Segue abaixo link da 1ª edição do Boletim Informativo SPEC, de periodicidade trimestral, onde serão divulgados dados quantitativos e qualitativos, eventos, parcerias, assim como, os conteúdos da biblioteca. Servirá, também, para disseminar informações, eventos e diversos conteúdos de interesse das áreas da SEE. Certamente será uma importante ferramenta para preservação memória institucional do Sistema de Proteção Escolar:

https://seesp.sharepoint.com/sites/intranet/biblioteca/SistemadeProtecaoEscolar/Forms/AllItems.aspx?RootFolder=/sites/intranet/biblioteca/SistemadeProtecaoEscolar/Boletim%20Informativo%20-%202018&FolderCTID=0x01200084E49C5FFB11914DB669E802D6768BEF&View=%7b2BF04E19-675E-4BEE-B9D5-376B139F2727%7d

 

II – As Orientações Técnicas realizadas em 2018 pela Diretoria de Caieiras evolvendo os Vice-diretores, Professores Mediadores e Vice-diretores da Escola da Família, podem ser acessadas pelos links abaixo;

 

* 1ª Orientação Técnica:

https://drive.google.com/drive/folders/1w1BY6Rno2lPuybt04hxdXUrmbyMrXJ1D?usp=sharing

* 2ª Orientação Técnica:

https://drive.google.com/drive/folders/1kgjS63uzhTJynnkEUTn36bxx_Ev6mVew?usp=sharing

* 3ª Orientação Técnica:

https://drive.google.com/drive/folders/1leOlxRpG-kgf41i8rxy-gJWxCVY79hGR?usp=sharing

 

III –  Biblioteca Virtual da Mediação Escolar:

https://drive.google.com/drive/folders/1evou8dAY7ZR77BqwXAshkjVol4Cv-Xqi?usp=sharing

OBS: Quem quiser enviar algum material interessante para compor nossa biblioteca, podem fazê-lo pelo e-mail specmediacao@educacao.sp.gov.br.

 

IV – Contexto da DER Caieiras:

A política de Mediação Escolar e Comunitária da Rede de Educação do Estado de São Paulo é regida pela Resolução SE 41/17 e Resolução SE 08/18, com o intuito de estabelecer uma cultura da paz nas escolas para que sejam inclusivas e acolhedoras. Os profissionais de todos os segmentos escolares são responsáveis pela implementação do projeto sob coordenação do Vice-diretor da escola, apoiado pelo Professor Mediador Escolar e Comunitário e o Vice-diretor da Escola da Família.

Na DER Caieiras o projeto conta com a coordenação nas escolas através de 65 Vice-diretores, 46 Professores Mediadores e 42 Vice-diretores da Escola da Família, além da Gestão Regional de Proteção Escolar composta pelo Supervisor de Ensino Joaquim Costa Fº. e Ângelo Alário, que organizam o processo seletivo e as orientações técnicas de formação em serviço, bem como, os seminários anuais de proteção escolar.

A prática nos ensina que a melhor forma de cultivar uma escola segura e cidadã é por meio da construção de espaços participativos, do fortalecimento do vínculo entre as pessoas da comunidade escolar; da participação de todos: professores, pais, alunos e comunidade em tudo o que ocorre na escola; com o fortalecimento de espaços e ferramentas para a construção de diálogo, e um currículo que faça sentido para a vida real do aluno. Portanto, ao pensarmos num ambiente escolar seguro, restaurativo e protetivo, precisamos ir além de sabermos gerenciar positivamente os conflitos. É preciso também construir e fortalecer um espaço organizacional que permita alcançar estes objetivos. Para tanto, algumas ações são essenciais. Abaixo listamos exemplos de ações importantes, sem prejuízo de outras: 1 – Aprimorar, fortalecer e priorizar a boa conexão entre escola-família-comunidade, principalmente com o fortalecimento dos Conselhos Escolares e com uma maior participação dos pais no espaço escolar; 2 – Realizar atividades contínuas que possam melhorar o vínculo interno nas unidades escolares e tornar pacíficos os ambientes escolares, sobretudo com o fortalecimento dos Grêmios Estudantis, dos Conselhos Escolares e de Classe; 3 – Construir coletivamente as regras da convivência escolar, por meio de Rodas de Conversa, Círculos de Diálogo ou Assembleias; 4 – Democratizar a escola e os espaços no sistema escolar; 5 – Fortalecer a cidadania e a participação nas atividades escolares, construindo canais que permitam o protagonismo de todos; 6 – Aprimorar o vínculo interno nas relações humanas, priorizando o diálogo e a cooperação entre todas as pessoas da comunidade escolar; 7 – Aperfeiçoar competências e habilidades que permitam uma comunicação efetiva, a partir do diálogo entre todos; 8 – Construir soluções alternativas e pacíficas aos conflitos, para que não terminem em violência;  9 – Criar conteúdos e atividades pedagógicas que sejam contextualizadas e façam sentido para os alunos; 10 – Estabelecer redes informais de apoio a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e manter uma boa articulação com a rede intersetorial de atendimento, da qual a escola também é parte. Olhando para esses tópicos vamos perceber diversos pontos em comum, que convergem para a Gestão Democrática nas escolas.

Mais do que uma exigência legal, a gestão democrática é uma necessidade da nossa era, numa sociedade complexa e plural. A escola pública é um local que apresenta diversas questões complexas, que de uma certa forma refletem a complexidade da vida social. É preciso entender a interconectividade sistêmica dos desafios enfrentados pela escola, tais como planejamento, currículo, integração, complexidade da prática educativa, entre outros, e abordá-los de forma ampla e integrada, e não de maneira fragmentada e isolada. No mesmo sentido, os problemas enfrentados pela escola pública, como infrequência crônica, evasão, atos infracionais, vulnerabilidade, vitimização, violência, entre tantos outros, são questões multicausais, com diversas variáveis, que exigem diagnósticos e intervenções sistêmicas, através de processos amplos, participativos e intersetoriais. Daí a importância da participação colaborativa na escola, dos alunos, família, comunidade e toda a rede protetiva. A gestão democrática nas escolas está diretamente relacionada com a aprendizagem dos alunos. A gestão democrática desponta como um dos cinco fatores mais importantes para a garantia da aprendizagem dos alunos. Estudos comprovam que quanto mais a escola tem uma gestão efetivamente democrática, com o apoio e a intervenção dos familiares, alunos e comunidade, mais adequadamente, e com sucesso, os problemas complexos que surgem na escola são enfrentados. Exemplos práticos demonstram que o envolvimento participativo nos problemas da escola traz uma corresponsabilidade pelos seus enfrentamentos, com um esforço coletivo, tanto em relação às causas, como pelas soluções a serem dadas.

 

Prof. Celso de Jesus Nicoleti

Dirigente Regional de Ensino